Publicado por: adrianemaraujo | 18/08/2009

Sede constante e sempre abundante

Olá meus amigos! Essa frase que o apóstolo Paulo deixou pra nós inspirado pelo Espírito Santo de Deus tem sido um desafio na minha vida. Hoje eu estou malzinha, no sentido de estar com o coração muito entristecido, por uma atitude errada que eu cometi. Sei que todos nós temos defeitos e qualidades, somos falhos, mas temos que lutar constantemente contra a nossa carne. Nesses dias tenho estudado muito sobre as Obras da carne. Porque o Senhor tem zelo pela minha vida e quer me atrair para mais perto Dele. Louvado seja Deus por isso! Mas ontem a noite, deixei a velha criatura falar mais alto, o sangue quente que corre pelas minhas veias, como se eu tivesse esquecido de tudo que o Senhor tem falado tanto ao meu coração. E deixei a ira falar mais alto, a irratabilidade e o nervosismo agirem por mim. Feri com palavras uma pessoa muito especial e fundamental na minha vida. Eu tenho aprendido que no Reino de Deus não andamos por razão e sim por obediência (sábias palavras do Ap. Ezequiel). No momento da discussão até tinha uma certa razão, mas o problema não é o erro da outra pessoa, mas a minha atitude e a minha reação em relação a pessoa. Não fui chamada pra ferir e sim para amar e respeitar. Não fui chamada para me irar e sim para ser mansa. Foi pra isso que Deus me criou (ai estou muito mal comigo mesma). Enquanto escrevo dói muito o meu peito, sofro tanto quando cedo a carne, pois tenho buscado encher o meu espírito mas por um só momento toda a obra que é edificada pode ser derrubada. E reconstruir demora e custa muito. Quando eu estourei, na mesma hora meu coração se fechou, que dor! Fui pro meu quarto e me coloquei de joelhos, e nem conseguia falar, fiquei com tanta vergonha de Deus. Quando comecei a falar com Deus, eu comecei a dizer: “Senhor olha pra mim, essa sou eu. Tenho um sangue ruim, não tenho jeito, luto, luto e não melhoro!” E chorava muito e depois continuei: ” Se eu estou aqui Senhor é porque eu lembro da Tua palavra, o Senhor tem todo poder de me limpar, e eu creio no Seu poder, porque em mim eu não creio mais. Tem misericórdia de mim, me lava com o Teu precioso sangue. A única coisa que tenho é fé, pois creio que mesmo eu não merecendo o Senhor pode me perdoar e ainda me transformar, se ainda não mudei eu estou bloqueando isso, não consigo me entender.” E orei e chorei, senti a dor do arrependimento. E ainda disse assim ao Senhor:” Pedir perdão ao Senhor e a quem eu ofendi é fácil, o difícil é não fazer mais, e eu não quero isso, me ajuda Senhor!”. Daí resolvi não falar mais nada e peguei a minha bíblia, como estou fazendo a leitura do livro de Salmos continue de onde eu parei, e pedi que o Senhor falasse comigo. E como Ele é infinito em misericórdia e não se cansa de perdoar e nos dá uma nova chance, olha a Palavra que eu recebi Dele: “Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó.” Salmos 103:11 a 14

Vocês conseguem ter noção do tamanho do amor de Deus, de como infinito e incrível é o Seu amor. Eu que merecia morte de cruz, mas Ele pagou o preço por mim, eu que merecia castigo mas Ele levou sobre si todas as minhas dores. E mesmo quando eu falho, Ele me ama e está pronto a me perdoar. Aleluia!

Eu sofro muito, porque conheço a Palavra e o amor do Altíssimo, eu ministro a Palavra de Deus, vivo a Palavra de Deus, mas há momentos que por não vigiar caio, por isso sofro muito, não posso retribuir o amor que Deus tem por mim, todo o carinho que Ele tem depositado na minha vida com transgressão. NÃO! NÃO POSSO!

O Senhor nos ouve, o Senhor nos ama e quer que a cada dia sejamos transformados, sejamos lapidados, sejamos constantes e sempre abundantes. O importante é a gente não desistir e recorrer a graça, a misericórdia e ao Sangue de Jesus.

032109120837-00

Senhor me perdoa de todo coração, não vou desistir de ser uma pessoa melhor! E vc que feri, me perdoe vc é o melhor de Deus na minha vida, jamais quero ser canal de dor pra vc, mas sempre de alegria e de benção!

Amo vcs profundamente!

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Responses

  1. Oi eu d novo meditaeeeee
    Extraído do Livro: Esgotamento Espiritual
    Um caso clássico de Esgotamento Espiritual

    Asafe era homem de Deus, nos dias do rei Davi. Era autor de vários salmos, e pioneiro, sob a orientação de Davi, na condução de Israel num culto alegre no monte sião.
    Asafe havia nascido na tribo sacerdotal de Levi, o que significava que estava destinado a ministrar na presença de Deus durante toda sua vida. Na época do seu nascimento, o interesse nacional pelas coisas espirituais estava num ponto baixíssimo devido à apostasia de Saul, que reinava em Israel.
    Quando Davi tornou-se rei, conduziu o povo a um reavivamento espiritual, levando a arca da aliança de volta a Jerusalém. Ela tinha sido colocada dentro dos muros de Sião; na tenda que a abrigava, erguia-se um louvor desinibido, um culto espontâneo a Deus.
    As orações de centenas de israelitas piedosos, que intercederam durante os dias negros de Saul, alcançaram respostas que ultrapassavam os sonhos mais fantasiosos. Davi era o instrumento através do qual Deus haveria de trazer um reavivamento jamais visto antes. Os que conheciam as Escrituras lembravam-se dos dias de Moisés, quando Miriã conduziu a nação inteira no cântico e nas danças, em adoração a Deus, às margens do mar Vermelho.
    A consciência da presença de Deus exigia o cântico de louvor e palmas de alegria diante da magnificência de Deus. O próprio rei Davi dançava sem inibições em adoração a Deus.
    É quando encontramos Asafe pela primeira vez. Ele é atirado por catapulta da obscuridade à proeminência ao ser escolhido para reger a música de louvor do povo que escoltava a arca no trajeto até Jerusalém.

    “Disse Davi aos chefes dos levitas que constituíssem
    a seus irmãos, cantores, para que, com
    instrumentos de música, com alaúdes, harpas e
    címbalos, se fizessem ouvir, e levantassem a voz
    com alegria. Portanto, designaram os levitas a
    Hemã… a Asafe… e Etã…” (I Crônicas 15:16-17)

    Para que os guias tivessem consciência de sua capacidade musical, a reputação de Asafe deveria ter sido semelhante à do próprio Davi. Anos antes, quando era obscuro pastorzinho de ovelhas, a habilidade de Davi para louvar a Deus com sua harpa já era conhecida até na corte.
    Logo após este fato, Davi nomeou Asafe para a posição permanente de líder do culto, diante da arca da aliança.

    “Designou alguns dos levitas para ministrarem
    perante a arca do Senhor, para fazerem petições,
    para louvarem e exaltarem ao Senhor
    Deus de Israel: Asafe era o chefe… deviam tocar
    os alaúdes e as harpas, Asafe devia fazer
    ressoar os címbalos… Nesse mesmo dia Davi
    entregou a Asafe e seus irmãos, pela primeira
    vez, o seguinte Salmo de ações de graças ao
    Senhor… Davi deixou a Asafe e seus irmãos
    diante da arca da aliança do Senhor para
    ministrarem ali continuamente, segundo se
    ordenara para cada dia.” (I Crônicas 16:4,5,7,37)

    Sem dúvida, Asafe eram homem dotado de grandes dons espirituais, e de grande potencial, ungido pelo Espírito a fim de conduzir o povo no louvor. Com o passar dos anos, ele haveria de escrever alguns salmos, e, muitos anos após sua morte, seria lembrado.
    Contudo, naqueles primeiros dias, logo após ser guindado da obscuridade, Asafe estava numa posição perigosa. Recebera a magnífica honra de ter seu nome ligado ao de Davi como o salmista de Israel. Por razão de sua posição, o moço gozava de reputação que excedia sua experiência.
    A adoração sem inibições a Deus exigia todas as emoções e esforços físicos. Os enormes corais e orquestras moviam a alma na direção de Deus, havendo momentos em que tempo e espaço pareciam tragados pela eternidade. Entretanto, a profunda sensação da presença de Deus não podia ser confundida com a experiência de conhecê-lo num relacionamento de aliança.
    O louvor não é uma droga celestial destinada a amortecer a dor desta vida. Visto que conhecemos nosso Deus, nós o louvamos até em meio as tristezas cotidianas. Nosso relacionamento com Deus é, primordialmente, reação responsiva de fé, freqüentemente contrária às aparências e aos sentimentos. Nossa vida se fundamenta sobre Quem é Deus, não sobre como possamos sentir-nos a respeito dele, hoje.
    Asafe, companheiro de Davi, homem que conduzia a nação no louvor, no ápice de sua vida espiritual esgotou-se espiritualmente. Exauriu-se. Ocupadíssimo todos os dias na organização do culto a Deus, as bases de Asafe começaram a desmoronar.
    É significativo que o Espírito Santo registre o testemunho que ele deu no Salmo 73, descrevendo como falhou e se recuperou. Asafe é prova de que ninguém está isento de queimar-se espiritualmente… e ele também é a esperança de que podemos mover-nos, saindo da exaustão espiritual para a verdadeira alegria da fé.
    Devido o fato de ele ter documentado cuidadosamente as causas que o conduziram a seus dias de crise na fé, o salmo é preciosa chave para a compreensão do esgotamento espiritual. Asafe também nos diz o que foi que o trouxe de volta – e deu-lhe o rico ministério pelo qual o conhecemos.
    Ele relacionou o início de seus problemas com o dia em que começou a observar os ricos vizinhos incrédulos, cuja vida era opulenta. Eram prósperos materialmente, e pareciam não ter qualquer preocupação neste mundo.
    Asafe fora criado sob a lei de Moisés, e embora, sob a influência de Davi, tivesse sido tocado pela graça de Deus e se movido na dimensão do Espírito, ele ainda se cingia aos velhos princípios da lei. Acreditava que sua fé, sua dedicação a Deus e sua obras o tornaram merecedor das bênçãos materiais do Senhor. A aliança seria uma fórmula de prosperidade para uma vida tranqüila.
    Tal perspectiva é sempre perigosa, porque iguala a espiritualidade com as posses e livramento das oposições, nesta vida. Era o fermento dos fariseus antecipando-se, e dizendo: “Visto que eu fiz isto e aquilo, Deus deveria conceder-me bênçãos materiais.” É o mesmo espírito que vemos no irmão mais velho da parábola do filho pródigo: “É claro que eu deveria ser recompensado por todo o trabalho que fiz para o senhor!”
    O problema aqui não é se Deus abençoa seu povo com coisas materiais. Ele abençoa. Contudo, as coisas materiais são o pós-escrito da aliança que nos trouxe a um relacionamento dinâmico com Deus.
    Esse relacionamento significa que o crente assume atitude completamente diferente da do incrédulo no que tange a posses e riquezas. O incrédulo junta riquezas e amontoa posses como segurança contra o futuro, a fim de adquirir poder sobre os outros e manter a áurea de importância que o ouro lhe confere.
    Mas o crente sabe que Deus se tornou para ele a segurança que o dinheiro jamais compra, que Deus lhe conferiu nova auto-imagem em Cristo… auto-imagem de plena honra e glória a que o espírito humano mais aspira. Mais do que isso, quando estamos ligados a Deus, que é amor, conhecemos a alegria de dar, da mesma forma que recebemos, de tal modo que nossa vida se torna rio caudaloso que segue dando, recebendo e dando de novo.
    Para Asafe, a questão mais importante era a posse de bens materiais e a vida livre de dificuldades. O pós-escrito se tinha transformado na própria carta! Os resultados do relacionamento da aliança obscureceram o próprio relacionamento.
    Foi quando Asafe começou a contemplar os vizinhos nababescos, a observar-lhes a vida impiedosa e a compará-la com a sua própria dedicação e serviço a Deus. “Certamente eu mereço ser abençoado com uma vida sem problemas, com bastante riqueza e grande abundância de bens. Por que é que eles têm mais do que eu?”
    Ele gastou horas pensando nestes termos, observando como esses vizinhos viviam, suas atitudes para com Deus e sua maléfica influência sobre as pessoas ao redor. Quando, finalmente, começou a expressar seus sentimentos, estava cheio de inveja; a visão daqueles perversos era suficiente para deixá-lo mortificado. Asafe fez uma descrição deles, cheia de minúcias e ódio:

    “Portanto, a soberba lhes cinge o pescoço como
    um colar; vestem-se de violência como de um
    adorno. Os olhos deles estão inchados de gordura;
    não têm limite as imaginações do seu coração.
    Zombam, e falam com malícia; na sua arrogância
    ameaçam com opressão. Erguem a boca contra
    os céus, e a sua língua percorre a terra. Pelo que
    o seu povo volta a eles, e bebe águas em abundância.
    Dizem: Como sabe Deus? Ou há conhecimento
    no Altíssimo? São assim os ímpios; sempre em
    segurança, e as suas riquezas aumentam.” (Salmo 73:6-12)

    Ao meditar sobre os malvados, e na crescente convicção de que Deus o tratara injustamente, Asafe começou a exagerar a vida agradável do incrédulo. Ao acreditar na mentira, fez com que sua queixas ressoassem como se fossem corretas a seus próprios ouvidos.

    “Pois eu tive inveja dos soberbos, aos ver a prosperidade
    dos ímpios. Não há apertos na sua morte;
    o seu corpo é forte e sadio. São livres das tribulações
    dos mortais… São assim os ímpios; sempre
    em segurança, e as suas riquezas aumentam.” (Salmo 72:2-5,12)

    Fazendo declarações genéricas, universais, a respeito da vida descuidada dos perversos – “Para eles não há preocupações… não partilham das canseiras dos mortais… nem são afligidos” – Asafe evita enfrentar a tolice da mentira que decidiu atacar.
    Sua experiência prática ficou aquém daquilo que ele podia crer, e que o evangelho teria prometido. Todos os dias, no monte Sião, ele conduzira o povo no cântico de que Deus era grande e bondoso, o Senhor sobre toda a terra.
    Considerando todas aquelas coisas que ele entendia serem os fatos reais, Asafe achou que a injustiça e a parcialidade reinavam… que Deus abdicara seu trono. Descreve-se a si mesmo, dizendo: …quando o meu coração se azedou, e senti picadas nos meus rins, estava embrutecido e nada sabia (Salmo 73:21-22).
    As palavras “se azedou” descrevem um estado raivoso de espírito, um ressentimento contra Deus por ele deixar que as coisas sejam como são. Este sentimento se faz acompanhar de amnésia – a pessoa se esquece de todas as bênçãos que Deus lhe derramou no passado. A amargura é destilada em palavras raivosas, em má vontade para com as pessoas em geral.
    Asafe começou a demonstrar os sintomas clássicos do crente queimado espiritualmente. Seu ódio contra Deus – ele tem certeza agora de que Deus o abandonou e falhou em suas responsabilidades com relação à aliança – expressa-se em observações cínicas:

    “Na verdade que em vão purifiquei o meu coração;
    em vão lavei as minhas mãos na inocência.
    O dia todo sou afligido; sou castigado cada manhã.” (Salmo 73:13-14)

    Com amargura, ele revê sua dedicação a Deus, sua caminhada na fé; pergunta se houve vantagem nisso. Ponderou em tudo quanto fizera… conduzira uma nação no louvor, escrevera salmos que haveriam de ser entoados durante gerações… a recompensa que teve foi viver dias cheios de problemas.
    A memória do homem se filtrava através da autopiedade, de modo que só se lembrava das más coisas, das partes negativas de sua vida. Usou o termo “afligido”, que nas Escrituras é empregado para descrever a ação de Deus. Diz ele: “Tu olhas para os que se riem à tua face, tu os deixas prosperar; quanto a mim, que sou filho da aliança, tu me bates todos os dias!”
    Suas perguntas, misturadas com amargura e ciúmes, iam e vinham em sua mente, e sempre voltavam ao seu problema com Deus.
    Ele era membro do povo da aliança! “Julguei que tu podias tratar melhor um dos teus filhos da aliança. Como é que Deus pode permanecer verdadeiro à sua própria palavra, à luz de tudo quanto estou vendo? Por que é que eu não tenho as riquezas todas que desejo? Por que é que eles podem tê-las? Sou crente, eu deveria viver sem dores e mágoas. Deus não manteve sua aliança comigo.”
    Ele descreveu sua experiência nesse ponto com estas palavras: …os meus pés quase se desviaram; pouco faltou para que se desviassem os meus passos (Salmo 73:2). Desde que começou a acreditar nas distorções da verdade, sentiu que os pés escorregavam, como se estivesse caminhando sobre gelo. Estava perto do desastre.
    Tendo aparentemente um motivo honroso, Asafe viu-se fugindo dos amigos. Disse ele: “Se eu tivesse dito: Falarei assim; teria traído a geração de teus filhos” (Salmo 73:15).
    Na verdade, ele estava dizendo o seguinte: “Creio que vou desistir de tudo quanto tenho crido, mas não quero influenciar outras pessoas, e levá-las a partilhar de minhas dúvidas. Em face de minha posição, exerço enorme influência sempre que o povo se reúne para cultuar a Deus… por isso, vou guardar meus sentimentos para mim mesmo, e me demitirei tão discretamente quanto me for possível.”
    Asafe se julgava hipócrita se permanecesse diante do povo regendo o cântico de louvor. Louvor de que ele não partilhava. Quando alguém o saudava, ele respondia da maneira usual: “Louvado seja Deus”. Por dentro, porém, ele dizia: “Que adianta prosseguir?” Assim que seu trabalho como regente dos corais e das orquestras terminava, ele escapulia pela porta dos fundos, não querendo falar com ninguém.
    Conquanto fosse excelente idéia não falar com crentes imaturos, Asafe poderia ter discutido a questão com Hemã e Etã, seus colegas de ministério, e certamente teria recebido conselhos e oração. Todavia, um sintoma clássico da queima espiritual é a pessoa fugir dos outros, e querer ficar a sós.
    Asafe afundou-se em areias movediças de tal maneira que não conseguiu meditar em particular, ou escapulir do lodaçal. Quando tentei compreender isto, fiquei sobremodo perturbado (Salmo 73:16). As palavras no original dão a idéia de que “a tentativa de compreender o que estava acontecendo era esforço grande demais para mim”. À semelhança de alguém que estivesse se congelando, perdido, tudo o que ele desejava fazer se resumia em se deitar e abandonar-se a um sono sem fim.
    Ao resumir o que acontecera, Asafe disse que seu coração e sua carne haviam falhado. Queimara-se espiritualmente. Agora, desalentado e exausto, nada sobrara; não tinha nada com que contar.
    Mas finalmente ele teve o discernimento de que sua atitude negativa representava muito mais do que um mau dia. Ele se descreveu como estando “afligido” – fez uso de uma palavra que, com freqüência, é utilizada no hebraico para descrever a pessoa picada por serpente. Reconheceu que se expusera de modo a ser picado pelo pai da mentira.
    Em seguida, Asafe relembrou-se como saiu da terrível cova que o sugava para baixo. Tinha chegado ao ponto em que nem se incomodava de tentar fugir, e permaneceu no buraco até que entrei no santuário de Deus… (Salmo 73:17).
    Ao mencionar “entrei no santuário”, Asafe não se referia à estrutura física. Rogar ao crente espiritualmente esgotado que vá à igreja não vai ajudá-lo muito… ele acha que foi a igreja que lhe sugou a vida! Asafe estivera dentro da estrutura física do santuário todos os dias de sua vida, e nos últimos meses aquele havia sido o lugar onde sofrera os mais terríveis furacões… e onde se sentira um grande hipócrita.
    “O santuário” no Antigo Testamento era o lugar que Deus escolhera para tornar conhecida a sua presença. A expressão Monte Sião, a colina de Jerusalém em que a arca de Deus se instalara, veio a ser sinônimo do conceito de Deus morando entre os homens.
    Quando Asafe entrava naquele lugar (como fez todos os dias de sua vida, no desempenho de suas obrigações sacerdotais), tornava-se consciente da Pessoa que morava no santuário. Ele não se aproximava de um edifício, mas da Pessoa que dava importância ao edifício. Vinha diretamente à Resposta, em vez de buscar um livro de fórmulas e respostas.
    A presença de Deus dava-lhe compreensão e perspectiva da vida que ele jamais tivera antes. Se a houvesse tido, não se teria queimado.
    Primariamente, não foram as emoções que receberam ajuda; foi sua mente, sua compreensão do que se passava. A pessoa espiritualmente exaurida precisa mais do que o cântico de alguns hinos inspirativos de louvor; estes simplesmente a farão sentir-se bem no momento. A pessoa precisa é de uma perspectiva completamente nova de como encarar a vida. Quando isto ocorre, a fé retorna.
    Asafe não veio a aprender algo realmente novo – ele compreendeu a palavra de que já dispunha, agora tornada viva e aplicada pelo Espírito. Abandonou a posição de procurar fórmulas, respostas e chaves para tornar-se tão bem-sucedido e feliz quanto os perversos, e entrou num relacionamento com o Pai, que constitui o cerne da fé.
    Foi nesse momento que Asafe olhou para trás e descreveu-se a si mesmo da maneira que já analisamos. Sua palavras expressam arrependimento e mudança de pensamento a respeito das conclusões a que chegara, cheias de amargura e autopiedade.
    Lembrou-se de que agira mais como animal irracional do que como filho de Deus. Estava embrutecido, e nada sabia; era como um animal perante ti (Salmo 73:22). Qualquer animal reage de acordo com os fatos apreendidos pelos seus sentimentos. Asafe estava na realidade reagindo diante da vida, em vez de agir nela à luz de tudo quanto sabia a respeito de Deus.
    Ao ponderar bem sobre onde estivera e em que havia começado a crer, ele caiu em si e percebeu de repente: Todavia, estou de contínuo contigo; tu me seguras pela minha mão direita (Salmo 73:23). Asafe percebeu que, apesar de ter perambulado como errante, Deus nunca o abandonara, mas continuava a amá-lo… Ele o sustentara em todo o trajeto.
    A religião escandaliza-se diante dessa idéia. Ela defende que para usufruir da presença de Deus e de sua mão orientadora, a pessoa precisa ter merecimentos. Um homem que troveja contra Deus e, ao mesmo tempo, lidera o culto no monte Sião, não só é indigno, mas hipócrita também! Entretanto, Deus não nos abandona quando, exaustos de tanto tentar explicar a vida segundo nossa própria sabedoria limitada, desfalecemos.
    Certa vez eu tentava arranjar carona numa estrada bravia da Irlanda. Um fazendeiro local que me recebeu em seu velho caminhão, disse-me que conhecia um atalho conducente a bela estrada, a qual me levaria mais perto de meu destino. E tirou seu velho veículo da estrada principal, tomando um caminho lamacento, próprio para carroças. Trinta metros longe da estrada, atolamos na lama grossa.
    Saí do caminhão e tentei empurrá-lo. Não consegui. Eu estava com pressa, e embora sentisse pena do fazendeiro, precisava prosseguir viagem. Desejando-lhe muitas felicidades, voltei à estrada à procura de outra carona.
    Em outra ocasião eu viajava com um amigo e, em circunstâncias semelhantes, atolamos. Desta vez eu não continuei viagem; meu compromisso era chegar ao meu destino com o meu amigo e, por isso, fiquei até conseguirmos desatolar o carro.
    Deus nunca pega caronas! Ele não nos abandona quando saímos da estrada principal, apanhamos um atalho e nos atolamos estupidamente na lama. O compromisso de Deus é de jamais nos abandonar. O pai continuara a amar seu filho pródigo enquanto este andava pelo país distante, ilustrando um amor que não depende do desempenho da pessoa amada.
    É espantoso que muitas pessoas acreditem que Deus nos ama incondicionalmente enquanto somos pecadores, e contudo, a partir do momento em que passamos a fazer parte da família dele, seu amor fique condicionado ao nosso desempenho. Podemos aceitar o fato de que ele ama as pessoas indignas até que estas venham a Cristo; porém, a partir daí precisamos merecer as bênçãos, ser dignos de recebê-las.
    Asafe descobriu em seu encontro com Deus no santuário que a verdadeira prosperidade inicia-se com um relacionamento com Deus. As coisas que ele invejara e cobiçara em seus vizinhos logo desapareceriam nesta vida e, com toda certeza, na vindoura. Entretanto, a alegria que Deus nos concede não pode desaparecer porque flui dele, e não das coisas.
    Olhando para o futuro, Asafe percebeu que haveria de chegar muitas ocasiões em que ele enfrentaria outra vez problemas que poderiam exauri-lo… mas agora ele possuía a resposta. Seu relacionamento com Deus e seu conhecimento sobre como viver em comunhão com ele o levariam em triunfo por quaisquer cirsuntâncias que o futuro desconhecido lhe trouxesse.

    “A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra
    não há quem eu deseje além de ti. A minha carne
    e o meu coração desfalecem, mas Deus é a fortaleza
    do meu coração”. (Salmo 73:25,26)

    Fabio Pedro

  2. Fabio tremendo, li tudinho! K benção, quantas palavras sábias. Vc é um homem de Deus! Um abraço! Tá chegando!


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